Com certeza, ainda não inventaram tudo nesta vida, pois a cada novo dia algo surge como a novidade da hora ou a grande invenção do momento. Dentro deste contexto, foi com grande surpresa que concluí que estão terceirizando a motivação no ambiente de algumas empresas. Nada contra a ideia, mas acho que esta é uma prova de que os empresários estão ficando negligentes com os seus recursos humanos.
Não há quem atualmente não queira terceirizar alguma coisa, alguns sob o objetivo de reduzir determinados custos e outros sob o pretexto de aliviar o peso da carga e da responsabilidade. Assim, neste modelo, até mesmo o governo entrega à ONGs duvidosas aquilo que seria de sua inteira obrigação, desde cursinhos de violão nas favelas até cuidados com os índios nas suas reservas. E o exemplo certamente está sendo copiado ao exagero.
Recentemente, ao analisar um trabalho a ser feito na rentabilidade de uma empresa, constatei a existência de um projeto que visava motivar seus funcionários. Poderíamos dizer a principio que era louvável a iniciativa da direção, mas se fossemos descobrir que o projeto consistia na realização de várias palestras sobre a tal motivação, certamente ficaríamos com um pé atrás. Afinal, qualquer jumento sabe que a motivação nasce e se cria no seio da empresa, fruto de salários coerentes, bom ambiente e perspectivas de crescimento, mas, talvez pela ausência dessas virtudes, se justifiquem as tentativas para que ela venha, contraditoriamente, de fora.
Cá para nós, uma utopia...
O rol de palestrantes era exatamente o mesmo que muitas empresas estão contratando por ai afora. Assim, mágicos, treinadores de futebol, humoristas e mais um trupe de “artistas” estavam escalados para fazer aquele povo motivado e feliz, de forma que pudessem eles, após cada palestra, render muito mais à empresa, talvez até amando-a perdidamente...
Eu fico pensando se alguns empresários são inocentes, iludidos ou negligentes, pois outras opções, nesse caso, inexistem. Chega a ser burlesco pensar que palestras com palhaços que provocam duas horas de risadas no povo, vai trazer duradouros benefícios ao ambiente da empresa. Se até mesmo as boas palestras de profissionais competentes custam a ser “sintonizadas” pela plateia, quais as esperanças de que o mágico engraçado possa ser o remédio para curar funcionários desmotivados?
Ora, parem de dar dinheiro para os palhaços de fora e invistam este capital naqueles que vocês acham que são os palhaços de dentro!

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