quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A CIÊNCIA É A MELHOR AMIGA DO LUCRO!

Lá naquela loja da rua principal, o mês está se encerrando, assim como se encerra para os demais concorrentes...

Porém, lá naquela loja, é muito estranho e, ao mesmo tempo, bastante comum, o que se passa. Acontece que o mês encerra e, em algumas vezes, a venda cresce ou batem a meta e, em outras, a coisa decresce e os resultados ficam aquém de Bagdá...

Eu digo que é estranho porque os donos, ele e a esposa, passam o dia inteiro no salão de vendas, aliás, passam correndo daqui pra lá e de lá pra cá. Fornecedores entram e saem com frequência, como se fossem garimpeiros numa mina de ouro. Confesso que, às vezes até acho que eles, os donos,  nada mais fazem a não ser isto, correr...

Eles tratam muito bem os funcionários, assim como procuram se relacionar moderadamente com os clientes que entram e aqueles que retornam. Volta e meia, ele e ela, ajudam na exposição de vitrinas e na arrumação de mercadorias no ponto de vendas. Para trazer clientes fazem mídia em TV, rádios e encartes. E fazem questão de ver a loja limpa e os depósitos arrumados. Pagam aos vendedores boas comissões e todo o mês tem premiações pra isso e aquilo. Tudo nos “trinques”, como se diz por aí. Aparentemente...

Pois é, quem vê aquela loja assim deste jeito que estou dizendo, vai pensar que está tudo azul para o lado deles, não é mesmo? Está enganado quem pensa isto, pois tem uma coisa que eu não comentei ainda. Lá, colado no vidro da porta, tem um cartaz que diz com letras garrafais: “Vendo o Ponto”...

Acontece lá, habitualmente assim, que quando o contador traz o resumo das contas, é sempre uma caixinha da surpresa. Ora dá um lucrinho e, nas outras vezes, dá um belíssimo rombo nas contas. Estes rombos continuados fizeram o casal, agora, tomar a sábia decisão de se desfazer do negócio. 

A causa do fracasso, depois de tanto resistirem naquela rua, está, explicada aqui neste paragrafo. Lucro ou prejuízo não se espera para saber. Um ou outro deve ser previamente presumido, pois as surpresas no varejo são reservadas para aqueles que não sabem fazer contas.

Um detalhe superinteressante é que o faturamento daquela loja era aos olhos dos outros, e aos dos donos, acima da média dos concorrentes. Sempre havia movimento e até filas nos caixas, às vezes, se formava. Só que, como se sabe, faturamento, por si só, não significa nada... É muito fácil vender qualquer coisa hoje em dia, basta abaixar os preços ou esticar os prazos!

Pode-se dizer, baseando-se nas experiências vividas, que o lucro é decorrência do estudo e o prejuízo é a consequência da falta de tempo. Desenvolvendo isto, para que não se fique só na metáfora, significa dizer que quem sabe os números do passado, quem cuida do que, cientificamente, o presente nos mostra, perfeitamente determinará seu futuro.

Discorrendo mais ainda, pode-se afirmar que quem não tem tempo para ver os indicadores do seu negócio, põe em risco a sua sobrevivência. Quem não tempo, compra mais do que vende, adquire o que não precisa. Quem não tem tempo, continua comprando assim desta forma até o momento em que não mais cabem mercadorias no ponto de vendas, assim como a conta dos fornecedores fica tomando conta das suas despesas. 

E despesas, assim como receitas, tem que sempre estar numa balança. Se a primeira pesar mais do que a segunda sucessivamente, o lojista precavido já deveria ir preparando um cartaz bem bonito, igual a deste casal, para ser colado, dentro em breve,no vidro da porta...



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