Da série BASTIDORES DO
VAREJO, de Sergio Muller
Redobre a atenção com o
que vem a seguir. Vai ser impossível você não se preocupar com o que vai ler.
Trata-se de algo que acontece a sua volta o tempo todo, mas você provavelmente
ainda não tinha observado. E mais, se você der a devida importância para o
texto, sua visão sobre a prática dos negócios corre o risco de se modificar
para melhor.
Vamos reconhecer a
principio que o tempo de quem gerencia uma loja não pertence a ele, é claro,
com um agravante, principalmente se o gerente não souber administrá-lo. As
particularidades gerenciais lhe ocupam todo o tempo, mas duvido que neste todo
tempo, tenha ele reservado, como compromisso fundamental, conhecer seus
clientes. Há que reconhecer que a grande maioria de gerentes é meramente
operacional na condução de seu negócio.
Vamos denominar como
gerente aquele que administra a loja, obstante ser o dono ou o próprio gerente,
no caso de redes. Isto vai facilitar o raciocínio da exposição.
Internamente temos o
envolvimento do gerente em todas as tarefas de operação da loja, principalmente
aquelas relativas à organização geral e apresentação da loja, das vitrinas até
o depósito, dos cuidados lógicos com a organização burocrática do negócio como
caixa, crédito, cobrança, entradas, saídas, conferências e outros.
A grande incógnita que passa despercebida pelos
empresários é o quanto de tempo pessoal dedica o gerente àquele que é o seu fim
especifico: o cliente.
Vamos acrescentar também
o tempo dispensado com a equipe e todas as mazelas desta área como disciplinar,
motivar, treinar, cobrar, entrevistar, admitir, demitir, controlar e tudo o
mais que conhecemos. Ainda vamos considerar a eventual parcela de tempo
dispensada no atendimento a fornecedores diversos e o tempo gasto com análises
de documentos e relatórios. Não vamos nos ater aos compromissos externos, que
não são poucos.
O objetivo das tarefas
gerenciais, sem exceção, são todas voltadas para um único e específico fim: o
cliente.
Vamos adicionar que, na
retaguarda, a empresa lhe dispõe toda a estrutura possível e, para facilitar, todas
as ferramentas que precisar. Lá atrás, na logística, está a distribuição, o
marketing, os métodos, as politicas, os planejadores, os recursos humanos,
enfim, um verdadeiro arsenal apontado para a linha de frente, inteiramente ao
dispor do general no front, o gerente. Nos bastidores de sua loja, seu grupo de
trabalho e sua proposta de produtos. Todo o tempo, todo o mundo, todo o
esforço, toda a retaguarda, toda a infantaria, toda a tecnologia. Enfim, tudo
pelo cliente. Tudo na expectativa de que ele, o tão esperado cliente, entre por
aquela porta e compre, compre eternamente.
Entretanto, a grande
incógnita que passa despercebida pelos empresários e diretores de lojas é o
quanto de tempo direto dedica o gerente àquele que é o seu fim especifico: de
novo, o cliente.

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