É mais um dia que chega
ao fim. A gerente, como faz todos os dias, lá está encerrando as contas de sua
loja, enquanto suas vendedoras lhes mostram suas bolsas para as tradicionais
olhadinhas no interior. Ela vê quanto vendeu, dá uma analisada na sua meta,
apaga as luzes e vai embora com a esperança que amanhã seja um dia melhor, que
o clima ajude, a promoção em vigor dê resultados e que o anúncio da TV traga
mais clientes à loja.
Mais ou menos assim,
neste ritual sistemático, corre a rotina de uma gerente. Amanhã, para variar,
será a mesma coisa. Você, que é gerente, sabe que a esperança é sua fiel
companheira, mesmo reconhecendo que nela você deposita responsabilidade demais.
Agora, nesta parte da
conversa, vou precisar da sua sinceridade. Vou lhe fazer algumas perguntas que
necessitarão de bastante reflexão para serem respondidas. Se você é dono da
loja, transfira estas perguntas para o seu gerente. Estas perguntas se referem
aos clientes que estiveram hoje na sua loja e, conforme o seu negócio, é
possível que você se enquadre em alguma das perguntas.
Por favor, não vacile
para responder, pois poderá passar a si mesmo a impressão de que não sabe as
respostas.
Quantos clientes antigos
e tradicionais compraram hoje? Você conversou com quantos?
Você sabe quantos
clientes novos compraram pelo crediário? Você se apresentou para eles?
Você deu o seu cartão de
apresentação pessoal para quantos clientes?
Quantos clientes você
pessoalmente conduziu até a porta agradecendo a presença?
Acho que apenas estas
perguntas já são suficientes, mas certamente eu poderia fazer mais uma dezena
sobre os seus clientes de hoje, porém com a certeza que as respostas dos
gerentes seriam as mesmas.
Posso adivinhar que
aquilo que a gerente sabe de hoje de sua loja só tem a ver com as vendas. Só
tem a ver com os números, resultados e mercadorias. Sobre quem proporcionou
estes resultados, o cliente, ela sabe muito pouco ou quase nada.
Você já deve ter
percebido agora aonde eu quero chegar. Você já deve ter percebido agora, depois
de ter respondido “não” para quase todas, senão todas as perguntas, que este artigo
começa a fazer algum sentido.
Chego, em razão dessas
coisas, a concluir que quase todas as empresas podem gabar-se de ter bons
gerentes de produtos. O que eu não vi ainda é uma empresa que se orgulhe de ter
bons gerentes de clientes. Como se as duas partes, clientes e produtos,
pudessem conviver separadas...
Pense um pouco, minha nobre gerente, se não há alguma coisa equivocada no seu gerenciamento. Você que tanto
trabalha para atingir suas metas, você que tanto depende desta esperança de ver
clientes entrando, consegue entender o seu próprio comportamento perante este cliente que te dá preferência?
Minha cara gerente, amanhã
comece a ser diferente, se apresente porque tem muita gente que quer te
conhecer!

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